sexta-feira, 4 de julho de 2014

Impala (oxigênio e batatas fritas)

Sabíamos que era impossível voar, mas usávamos nossas mentes pra controlar tudo a nossa volta, e nem nos achávamos, era como se fosse algo comum, falávamos a mesma coisa no mesmo momento, dançávamos no mesmo ritmo e dávamos risada alto. O mundo nem era grande coisa, o universo era só bonito, e nós podíamos tomar conta de tudo, não é.
Aí você diz simplesmente que desiste. Dá aquele arrepio, aquele choro na boca e eu viro as costas. Sabe se lá porque, por desilusão, por orgulho. Eu estive apertando a boca, não sei qual parte do cérebro não cabe nessa cravada, mas deu vontade de gritar e cuspir meia duzia de dentes. E você me disse, afinal, vivemos é de motivo. E eu só pensava porque, afinal, não conseguia pensar e falar ao mesmo tempo. Seria tanto tempo economizado, tantas angustias a menos. Ouvir mais quem sabe, afinal, a gente só pensa quando o outro está falando. Finalmente é isso. Viver sem existir parece pacifico, longe de confusões e expectativas.

2 comentários:

Anônimo disse...

Oi, quanto tempo ... lembrei que vc escrevia (muito bem por sinal) e te achei :)
Como faço pra falar contigo? (Faz tempo hein ....)

EC

Marina Dias Araujo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.