quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A Tempestade

Fiquei por semanas tentando sonhar com isso. Encostei minha cabeça no travesseiro, pensei em você até o sono chegar, mas no dia seguinte nada. Nadinha, nem uma passagem, nem flores, nem um dedo, nada.

Aconteceu inesperadamente, boy. (boy, já estou ficando velha para usar esse tipo de expressão). E foi tudo que eu queria, aquele sonho com tanta nitidez que dava ainda para sentir seu abraço. Sabe que é uma merda esse negócio platônico, a gente fica vivendo em cima de coisa que nem existe, imaginando que se um dia.. mas olha a sacanagem, eu te vejo uma vez por ano, talvez duas, e essas duas vezes já passaram esse ano, talvez e talvez só ano que vem. E olha que eu ainda te vi, sei lá como, uma terceira vez, daquelas coisas surreais que acontecem, eu fui pra sua cidade e cheguei a pensar em avisar que estava indo lá, pra você ver e quem sabe me encontrar, mas não tive coragem e enquanto eu andava pelo shopping ouvi você, achei que estava imaginando coisa mas era você cantando.

No sonho a gente estava no shopping e tinha um conveniente quarto no shopping. E por algum motivo, depois de muita correria e cansaço eu estava dormindo com você. Sem encostar. A sorte é que essa parte passou rápido, engraçado, nunca consigo sonhar com sexo. E você estava de pé em frente ao espelho, se arrumando para um show, e nos abraçamos, daqueles abraços antigos, que demoram a passar. Ok, o sonho foi muito mais longo que isso, minha consciência não deixa eu me divertir muito, até esse abraço foram umas quinhentas oportunidades de te beijar, abraçar e fazer um monte de mais. Mas mas mas.

Ele via minha mão e achava graça, alguém leu um dia que minha vida seria curta e a minha mão era pequena.




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